Como está o coração do seu condomínio?

O condomínio deve estar tão saudável quanto o corpo humano para funcionar bem.

Podemos comparar um condomínio ao corpo humano com suas diversas partes e todas elas são importantes para uma boa qualidade de vida. Quando um membro não está bem, todo o corpo é afetado. Por exemplo, as doenças do coração, em muitos casos, limitam e muito a qualidade de vida de uma pessoa, correto? Por isso, ela terá que tomar cuidados extras para a realização de tarefas.

Quero usar essa analogia entre um condomínio e o corpo humano para demonstrar que ter o “coração” saudável é importante em um e em outro caso. O cérebro pode funcionar bem – o síndico e os moradores têm boas ideias ou prioridades bem claras e importantes para o condomínio, os olhos, perna e braços, em uma situação paralela, demonstram que síndico e moradores sabem como executar o que precisa ser feito. Mas as ações só poderão ser realizadas se os recursos financeiros forem suficientes e aí é que faço a analogia com o coração.

É ele quem bombeia sangue para diversas partes do corpo para o bom funcionamento e são os recursos financeiros que fazem com que as partes do “corpo” do condomínio funcionem bem ou mal. Acredite: tudo depende da gestão financeira que está sendo “prescrita” para cada diagnóstico.

Cuidado: seu condomínio pode infartar

Para que o coração funcione bem, ele precisa de cuidados. Quando alguém descobre que está com problemas cardíacos, não pode sair correndo como se fosse um atleta. Se fizer isso, pode até morrer. Para voltar a ter saúde é preciso ter um diagnóstico claro, uma orientação médica e talvez seja necessário fazer uso de medicamentos. Exercícios podem ser introduzidos aos poucos. Tudo com cuidado e precaução.

Da mesma forma, o síndico na ânsia de querer fazer melhorias no condomínio poderá levá-lo a um quadro de “infarto” se iniciar as ações sem um diagnóstico claro da situação financeira, planejamento e gestão.

Por exemplo, se ele não fizer o básico como: controlar ou analisar os gastos mensais e a inadimplência, como pode propor para os moradores projetos de valores relevantes? Se o condomínio estiver com problemas de caixa, ideias novas podem piorar ainda mais a situação financeira a curto prazo. É como se descobrir cardíaco e querer virar atleta do dia para a noite.

Uma vez doente, como iniciar uma gestão financeira saudável em seu condomínio?

Para iniciar uma boa gestão financeira no condomínio, é necessário que o síndico tenha habilidade e ferramentas que o auxiliem na análise do diagnóstico e no acompanhamento da utilização dos recursos financeiros do condomínio.

Vale lembrar que a Administradora não faz a gestão financeira, ela atua como um BackOffice do síndico. Executa atividades de contas a pagar, recolhimento de impostos, registro e pagamentos de funcionários e outras atividades burocráticas que são muito importantes para o condomínio. Mas gestão é mais do que “gastou / pagou” com apresentação de saldo final.

Para entender melhor, listo abaixo algumas ações básicas que podem ajudar o síndico a iniciar uma boa gestão financeira:

  • Previsão Orçamentária (PO) – apresentar uma PO realista para aprovação em Assembleia. Acompanhar mensalmente e de forma rigorosa a execução das receitas e despesas.
  • Fluxo de caixa – analisar a projeção de fluxo caixa do condomínio. Isso ajudará a identificar potenciais problemas futuros e ajudará o síndico a agir de forma preventiva. Isso não é um “bicho de sete cabeças”. Grandes empresas realizam o processo de forma corriqueira;
  • Prestadores de serviços – renegociar contratos ou fazer novas cotações no mercado para a troca de prestador de serviço;
  • Inadimplência – atuar fortemente na cobrança e redução. Inadimplência é como gorduras das artérias que, aos poucos, limitam a atividade do coração;
  • Redução de despesas – Identificar despesas que podem ser reduzidas, como por exemplo, horas extras de funcionários.

Feito o básico, o condomínio terá condições para realizar ações maiores e pensadas pelo “cérebro”.

Transparência é saúde

Mais uma vez usando a analogia do coração, quando um paciente cardíaco segue o tratamento proposto, são pedidos novos exames para verificar a saúde.

Da mesma forma, é necessário que o síndico, com a ajuda da administradora, apresente relatórios e informações para os moradores com informações sobre a evolução da saúde financeira do condomínio. É preciso também que ele esteja disponível para explicar o andamento de cada medida.

Não tenha medo de ser transparente, é melhor para todos!

Realize “exames preventivos”

Quando um médico analisa um exame, a preocupação dele não é atender as expectativas dos pacientes, mas dar uma opinião técnica sobre a saúde. Para evitar problemas maiores, é recomendado fazermos exames preventivos.

Da mesma forma, uma auditoria preventiva mensal contribuirá para uma análise independente, imparcial e transparente sobre a saúde financeira do condomínio.

Através dos relatórios apresentados pela auditoria, é possível prever riscos e problemas que podem afetar o condomínio evitando riscos que podem tirar a saúde do condomínio.

Conclusão

Os recursos financeiros são o coração do condomínio. Eles que fazem o “corpo” das moradias funcionarem bem ou mal. Mas isso depende da gestão financeira que está sendo “prescrita”.

Antes de fazer grandes projetos, o síndico precisa fazer o básico bem feito em relação a gestão financeira. Se não, ele pode levar o condomínio a ter um “infarto”.

Realize “exames” preventivos, através da Auditoria Preventiva Mensal.

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